quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ainda não sei se acredito

Estou aqui para dissertar a minha felicidade enquanto digito estas palavras nesse meu pequeno blog pessoal. A alguns minutos atras eu recebi do meu pai a resposta que provavelmente me fez mais feliz desde quando eu finalmente terminei a escola (por que essa é uma felicidade insuperável).


A resposta foi essa: -Sim
E ela confirma o seguinte fato: EU VOU PARA O CANADÁ, BROTHER!


...mas vou desenrolar os fatos na ordem dos ocorridos para que ninguém se perca no caminho.




A algum tempo atras, desenvolvi um interesse pelo Canadá por diversas questões (tanto econômicas quanto culturais) e comecei a ler e me informar mais sobre o país. Então, na minha doce ilusão decidi que gostaria de um dia (leia bem: um dia, já que eu não fazia idéia de quando isso aconteceria -ainda) passar algum tempo lá e conhecer pessoalmente esse país tão agradável.
Procurei na internet por agências que trabalham com intercâmbio de estudantes para diversos lugares do mundo até que cruzei com uma que me simpatizou. E nesse mesmo embalo, comentei com a minha melhor amiga (a.k.a Nemo Haikk, Elis Verri ou, no meu caso, Nimow) sobre a idéia. Ela se interessou pelas minhas divagações mortais de viajar, e veio a calhar que ela estava a procura de destinos interessantes no mundo para decidir uma futura viajem para si.
Trocamos sites e vidramos em informações e fotos sobre o destino abordado, até quando decidi que deveríamos ir á agência ter dados concretos para poder devanear sobre estes depois.


E assim, no dia de hoje, fomos até a tal da agência.. na casa do caralho No Brooklin!


O caminho de praxe para as zonas da cidade que percorremos vez ou outra é sempre alcançado graças ao querido Alston trafegando sobre os trilhos férreos da linha 9 Esmeralda, Osasco - Grajaú. Saimos de Altino (aonde eu resido) as quase 14h, e agraciadas com o atraso do trem, chegamos a estação Morumbi já eram 15h passadas. Andamos, andamos e andamos mais, por que o lugar não era perto, mas fomos preparadas pois eu havia impresso um mapinha (God bless google maps). Rolou um sorvetinho no caminho (pit-stop no Pão de Açúcar) por que hoje excepcionalmente, fez um calor maroto durante a tarde.


(E Häagen-Dazs de macadâmia é apelosamente bom!)

E depois de aguns vinte minutos de caminhada, finalmente chegamos a agência! Fomos recebidas por uma recepcionista muito simpática que se apresentou (e eu já não lembro mais o nome dela) e, enquanto aguardávamos na recepção, surtavamos nos panfletinhos




  
    

Havíamos "escolhido" a cidade a algum tempo já, pra pular essa parte na hora de perguntar sobre o destino, mas quanto mais folheávamos as revistas e panfletos, menos dúvidas restavam de que não haveriam arrependimentos quanto a escolha: Vancouver!

Vancouver é a maior área metropolitana no Oeste do Canadá e ocupa a posição de terceira maior do país e de oitava maior cidade propriamente dita. [...] Vancouver tem sido classificada como "a cidade mais habitável" no mundo há mais de uma década, de acordo com avaliações de revistas de negócios.
(Fonte: Wikipedia)

Então enfim fomos atendidas pelo tio Alessandro (Ale-alejandro, ale-alejandro) e ele literalmente nos disse TUDO que gostaríamos de ouvir sobre o país, sobre o programa de intercâmbio e tudo mais. Passamos uma hora agradabilíssima vendo fotos, conhecendo algumas escolas e tendo noções de homestay por lá.

Depois de tudo conversado, fomos embora ENCANTADAS. Detalhe que tudo ainda era uma mera ilusão da nossa parte, e já estávamos sonhando com o dia de embarcar num boing e descer em terras canadenses após nove ansiosas horas de vôo.

(lol)

Na volta (de ônibus, por que não iríamos fazer aquele caminho todo de volta nem fodendo), paramos no Shopping Morumbi para comer alguma coisa, e falar mais e mais ainda sobre o Canadá e tudo que ouvimos do tio Alê na agência.

Única vez na vida que eu vejo essa praça de alimentação vazia (terça-feira as 18h, por que será né?)

Muitos carboidratos na minha vida (L)

Mas o pior ainda estava por vir...

Eu trabalho. Mas, como não sou formada ainda e não tenho nada além do meu ensino médio, meu trabalho é bem pra minha categoria, OU SEJA: Eu não ganho pra viajar (Y)
E passei o resto da noite pensando que, se meu pai não me provasse todo o amor que sente por mim hoje dizendo que me ajudaria a bancar as despesas de tudo, eu amanhã teria uma das minhas crises existenciais de pobre.
Cheguei em casa do técnico por volta das 22h ensaiando o discurso, com todo o material que havia pego na agência em mãos, então sentei no sofá e joguei um verde, ele não fez menção de fugir nem nada do tipo, aí entreguei logo o ouro. Mostrei os papéis, falei tudo que ouvi detalhadamente e então fui sem rodeios para a parte que mais me assombrava: dizer o valor de tudo.
E o que mais me espantou, em questão de segundos ele abriu a boca e dissimulou as palavras com todas as sílabas, vogais e consoantes: -Então, você vai viajar.

Pronto. Ele podia ter dito só um 'topo', um 'ok' ou algo do gênero, mas não, ele me confirmou que eu iria sim viajar, e isso incluia o paitrocínio no pacote, com certeza!

E agora aqui estou eu! Ainda não tive tempo de pensar nas possibilidades (reais, a partir de agora) de, pela primeira vez na minha vida poder conhecer um lugar interessante, ganhar novas experiências e voltar com muita coisa nova na bagagem (além das muambas que se traz quando viaja), e o melhor de tudo, ao lado da melhor amiga que eu já tive. Alguém que com certeza vai tornar esse sonho ainda melhor.

Aguardem novos posts, sinto que ainda tem muita coisa pela frente..

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